O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicemia) decorrentes de alterações na produção de insulina, na ação da insulina ou em ambas. As formas mais comuns são o diabetes tipo 1, geralmente relacionado à destruição autoimune das células produtoras de insulina, e o diabetes tipo 2, que está fortemente associado à resistência à insulina e à perda progressiva da capacidade de secreção de insulina.
Existe ainda o pré-diabetes, situação em que os níveis de glicose estão acima do normal, mas ainda não atingem os critérios diagnósticos de diabetes. É uma condição importante porque aumenta o risco futuro de diabetes tipo 2 e de doença cardiovascular.
Os principais fatores associados ao desenvolvimento do diabetes tipo 2 incluem:
Sobrepeso e obesidade
Sedentarismo
Histórico familiar de diabetes
Hipertensão arterial
Doença cardiovascular
Alterações do colesterol e dos triglicerídeos
Síndrome dos ovários policísticos
Histórico de diabetes gestacional
Idade mais avançada
Condições associadas à resistência à insulina, como esteatose hepática metabólica
Uso de determinados medicamentos, incluindo glicocorticoides e alguns antipsicóticos
O risco também aumenta quando há ganho progressivo de peso, principalmente quando associado ao aumento da gordura abdominal.
O rastreamento é importante porque o diabetes tipo 2 pode permanecer assintomático durante anos. Segundo o Standards of Care in Diabetes 2026, deve-se considerar o rastreamento:
Em adultos com sobrepeso ou obesidade que apresentem pelo menos um fator de risco adicional;
Em adultos sem esses fatores de risco, o rastreamento deve começar a partir dos 35 anos;
Em pessoas com pré-diabetes, a avaliação deve ser realizada anualmente;
Após diabetes gestacional, o acompanhamento deve continuar, em geral, a cada 1 a 3 anos;
Se o resultado for normal, o rastreamento pode ser repetido, no mínimo, a cada 3 anos, podendo ser realizado com maior frequência conforme o risco individual.
Em crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade, o rastreamento baseado em risco pode ser indicado a partir da puberdade ou dos 10 anos, o que ocorrer primeiro, quando existem fatores de risco adicionais.
Os principais exames para rastreamento e diagnóstico são:
A glicemia casual ≥200 mg/dL acompanhada de sintomas clássicos de hiperglicemia também pode estabelecer o diagnóstico.
Sim. O tratamento depende do tipo de diabetes, idade, presença de complicações, risco cardiovascular e renal, peso corporal e características individuais. O tratamento envolve:
Alimentação adequada e individualizada;
Atividade física;
Controle do peso;
Educação em diabetes;
Monitoramento da glicemia;
Medicamentos;
Insulina quando indicada;
Controle da pressão arterial e do colesterol;
Prevenção e tratamento das complicações.
A hiperglicemia persistente pode provocar danos progressivos em diversos órgãos. Entre as principais complicações estão:
Diabetes não é apenas “açúcar alto no sangue”. É uma doença crônica que pode afetar o coração, os rins, os olhos, os nervos e os vasos sanguíneos. Você deve sempre se preocupar com essa doença.
A boa notícia é que grande parte do risco associado ao diabetes pode ser reduzida com diagnóstico precoce, acompanhamento regular, alimentação adequada, atividade física, controle do peso e tratamento individualizado.
O pré-diabetes também merece atenção: ele representa uma oportunidade para agir antes que o diabetes tipo 2 se estabeleça. Agende agora nessa página para fazer uma avaliação.