Tireoide

Este material tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento individualizado.

O que é?

Um dos problemas hormonais mais comuns é o da tireóide. Ela é uma glândula localizada na região anterior do pescoço (parte da frente). Ela produz principalmente os hormônios T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina), que participam da regulação do metabolismo, temperatura corporal, frequência cardíaca, funcionamento do sistema nervoso e diversos outros processos do organismo.

As doenças da tireoide podem causar hipotireoidismo, quando há produção insuficiente de hormônios, ou hipertireoidismo, quando há produção excessiva. Também podem ocorrer nódulos, bócio, tireoidites e câncer de tireoide.

Principais Fatores de Risco

Entre os fatores associados às doenças da tireoide estão:

Histórico familiar de doença tireoidiana;

Doenças autoimunes;

Diabetes tipo 1 e outras doenças autoimunes;

Sexo feminino;

Idade avançada;

Gestação e período pós-parto;

Cirurgia ou radioterapia na região do pescoço;

Uso de determinados medicamentos;

Exposição a excesso ou deficiência de iodo;

História de doença tireoidiana prévia.

No caso do hipotireoidismo, a tireoidite autoimune de Hashimoto é uma das causas mais comuns.

Quando Realizar o Rastreamento?

A investigação da tireoide não deve necessariamente ser realizada de forma indiscriminada em todas as pessoas assintomáticas. A avaliação é especialmente indicada quando existem:

Sintomas ou sinais sugestivos de disfunção tireoidiana;

História pessoal de doença da tireoide;

História familiar relevante;

Doenças autoimunes, particularmente diabetes tipo 1;

Fibrilação atrial de início recente;

Bócio ou nódulos;

Situações clínicas específicas, como gestação, nas quais existem recomendações próprias.

A diretriz NICE recomenda investigação em adultos quando existe suspeita clínica de doença tireoidiana e recomenda testagem em pessoas com diabetes tipo 1 ou outras doenças autoimunes, além de indivíduos com fibrilação atrial de início recente. É importante diferenciar rastreamento populacional de investigação clínica. A decisão de realizar exames deve considerar sintomas, fatores de risco e contexto clínico.

Exames Mais Utilizados:

TSH
T4 livre
Anticorpos
Ultrassonografia da tireoide

Existe Tratamento?

Sim. O tratamento depende da doença identificada.

Hipotireoidismo:

O tratamento de primeira linha do hipotireoidismo primário é a levotiroxina, hormônio sintético semelhante ao T4 produzido naturalmente pela tireoide.

Hipotireoidismo subclínico:

Nem todos os pacientes precisam iniciar tratamento imediatamente.

Hipertireoidismo:

O tratamento depende da causa e pode envolver:
Medicamentos antitireoidianos;
Iodo radioativo;
Cirurgia;
Tratamento de sintomas, como palpitações e tremores.

Nódulos da tireóide:

A maioria dos nódulos é benigna, mas alguns precisam de investigação específica. Dependendo das características observadas na ultrassonografia, pode ser indicada punção aspirativa por agulha fina ou acompanhamento.

Quais os Riscos de Não Tratar?

As consequências dependem do tipo e da intensidade da alteração.

Hipotireoidismo não tratado. Pode estar associado a:
Hipertireoidismo não tratado. Pode aumentar o risco de:

Nódulos

Embora a maioria seja benigna, alguns nódulos podem representar câncer. Por isso, nódulos com características suspeitas devem ser adequadamente avaliados.

A tireoide é pequena, mas seus hormônios exercem efeitos em praticamente todo o organismo. Alterações da tireoide são comuns e, na maioria das vezes, podem ser diagnosticadas com exames simples e tratadas de maneira eficaz. Por outro lado, nem todo sintoma significa doença da tireoide e nem toda alteração laboratorial exige tratamento imediato. A interpretação deve considerar sintomas, exames, idade, medicamentos, doenças associadas e contexto clínico. Agende conosco e faça uma avaliação.