Diabetes com Comprometimento Renal (Doença Renal Diabética)

Este material tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento individualizado.

O que é?

O paciente diabético sempre deve fazer rastreamento de doença renal. A Doença Renal Diabética é uma das complicações mais frequentes do diabetes e junto com a hipertensão representam quase 90% das causas de Doença Renal Crônica no mundo. O excesso de glicose no sangue pode lesar os filtros dos rins ao longo dos anos, levando à perda de proteínas na urina e redução gradual da função renal.

Principais Fatores de Risco

Diabetes de longa duração.

Controle inadequado da glicemia.

Hipertensão arterial.

Histórico familiar de doença renal.

Colesterol elevado.

Obesidade.

Tabagismo.

Quando Realizar o Rastreamento?

Procure avaliação médica quando houver:

Todos os pacientes com diabetes devem realizar avaliação renal periódica.

O rastreamento inclui pesquisa de albuminúria e avaliação da função renal.

A frequência do acompanhamento deve ser individualizada conforme o risco do paciente.

Exames Mais Utilizados:

Relação Albumina/Creatinina na Urina (ACR)
Creatinina sérica
Taxa de Filtração Glomerular Estimada (TFGe)
Hemoglobina glicada (HbA1c)
Urina Tipo I (EAS)

Existe Tratamento?

Sim. O tratamento precoce pode retardar significativamente a progressão da doença renal e reduzir o risco cardiovascular. Inclui controle glicêmico, controle da pressão arterial, alimentação adequada e uso de medicamentos com comprovado efeito protetor renal. Esse seguimento reduz a chance de retinopatias, disfunção erétil e outras complicações da diabetes.

Quais os Riscos de Não Tratar?

O diabetes pode afetar silenciosamente os rins e vários outros órgãos. O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são essenciais para preservar a função renal e a qualidade de vida.