Um dos problemas hormonais mais comuns é o da tireóide. Ela é uma glândula localizada na região anterior do pescoço (parte da frente). Ela produz principalmente os hormônios T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina), que participam da regulação do metabolismo, temperatura corporal, frequência cardíaca, funcionamento do sistema nervoso e diversos outros processos do organismo.
As doenças da tireoide podem causar hipotireoidismo, quando há produção insuficiente de hormônios, ou hipertireoidismo, quando há produção excessiva. Também podem ocorrer nódulos, bócio, tireoidites e câncer de tireoide.
Entre os fatores associados às doenças da tireoide estão:
Histórico familiar de doença tireoidiana;
Doenças autoimunes;
Diabetes tipo 1 e outras doenças autoimunes;
Sexo feminino;
Idade avançada;
Gestação e período pós-parto;
Cirurgia ou radioterapia na região do pescoço;
Uso de determinados medicamentos;
Exposição a excesso ou deficiência de iodo;
História de doença tireoidiana prévia.
No caso do hipotireoidismo, a tireoidite autoimune de Hashimoto é uma das causas mais comuns.
A investigação da tireoide não deve necessariamente ser realizada de forma indiscriminada em todas as pessoas assintomáticas. A avaliação é especialmente indicada quando existem:
Sintomas ou sinais sugestivos de disfunção tireoidiana;
História pessoal de doença da tireoide;
História familiar relevante;
Doenças autoimunes, particularmente diabetes tipo 1;
Fibrilação atrial de início recente;
Bócio ou nódulos;
Situações clínicas específicas, como gestação, nas quais existem recomendações próprias.
A diretriz NICE recomenda investigação em adultos quando existe suspeita clínica de doença tireoidiana e recomenda testagem em pessoas com diabetes tipo 1 ou outras doenças autoimunes, além de indivíduos com fibrilação atrial de início recente. É importante diferenciar rastreamento populacional de investigação clínica. A decisão de realizar exames deve considerar sintomas, fatores de risco e contexto clínico.
Sim. O tratamento depende da doença identificada.
O tratamento de primeira linha do hipotireoidismo primário é a levotiroxina, hormônio sintético semelhante ao T4 produzido naturalmente pela tireoide.
Nem todos os pacientes precisam iniciar tratamento imediatamente.
O tratamento depende da causa e pode envolver:
Medicamentos antitireoidianos;
Iodo radioativo;
Cirurgia;
Tratamento de sintomas, como palpitações e tremores.
A maioria dos nódulos é benigna, mas alguns precisam de investigação específica. Dependendo das características observadas na ultrassonografia, pode ser indicada punção aspirativa por agulha fina ou acompanhamento.
As consequências dependem do tipo e da intensidade da alteração.
Nódulos
Embora a maioria seja benigna, alguns nódulos podem representar câncer. Por isso, nódulos com características suspeitas devem ser adequadamente avaliados.
A tireoide é pequena, mas seus hormônios exercem efeitos em praticamente todo o organismo. Alterações da tireoide são comuns e, na maioria das vezes, podem ser diagnosticadas com exames simples e tratadas de maneira eficaz. Por outro lado, nem todo sintoma significa doença da tireoide e nem toda alteração laboratorial exige tratamento imediato. A interpretação deve considerar sintomas, exames, idade, medicamentos, doenças associadas e contexto clínico. Agende conosco e faça uma avaliação.