Atualmente estamos vivenciando um derramamento de informações incompletas sobre medicações, metas e o tratamento da obesidade. O IMC continua sendo uma ferramenta importante e é utilizado pela própria Diretriz ABESO 2026 para definir situações em que o tratamento farmacológico é indicado. A diretriz recomenda tratamento farmacológico associado às intervenções de estilo de vida para pessoas com IMC ≥30 kg/m², ou IMC ≥27 kg/m² na presença de complicações relacionadas à adiposidade. Mas a avaliação clínica não deve parar no IMC. O que muda na prática? Imagine duas pessoas com: IMC = 31 kg/m².
Uma pode apresentar: pressão arterial normal; glicemia normal; boa capacidade funcional; ausência de limitações mecânicas; ausência de complicações relacionadas à adiposidade.
Outra pode apresentar: diabetes tipo 2; hipertensão; apneia obstrutiva do sono; esteatose hepática; osteoartrite; limitação funcional; doença cardiovascular. O IMC é exatamente o mesmo. Mas a situação clínica não é a mesma.
É justamente por isso que a avaliação contemporânea da obesidade passou a dar maior importância à distribuição da gordura, complicações, função e impacto clínico, e não apenas ao número da balança. Perder 10, 20 Kg de forma “milagrosa” e rápida pode ser muito prejudicial a saúde. A obesidade em 2026 entrou com tudo no mundo da Nefrologia, pois a expansão das terapias farmacológicas para obesidade vem influenciando nos efeitos sobre comorbidades que podem ocasionar a DRC. A própria Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade – ABESO 2026 apresenta recomendações relacionadas à doença renal crônica. Por exemplo, para indivíduos com IMC ≥27 kg/m² e doença cardiovascular estabelecida, sem diabetes, a diretriz considera a semaglutida como opção para redução da progressão da DRC. Assim agende com um nefrologista para fazer sua avaliação de saúde e o mesmo conjuntamente irá verificar se há necessidade de tratar a mesma.
Importante: este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento individualizado.
Veja o estudo na integra:
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